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As 50 primeiras pessoas a adquirir o material em pré-venda recebem gratuitamente o chapbook inédito Magia, de W. B. Yeats. Livro em pré-venda, com previsão de entrega para 01/12/2026. O prazo de 90 dias exibido pelo sistema é apenas um padrão da plataforma e não corresponde à data real de envio.
Em seus últimos anos de vida, William Blake empreendeu uma de suas obras mais extraordinárias: a criação de um vasto ciclo de imagens para A divina comédia, de Dante Alighieri. Blake morreu em 1827 antes de concluir o projeto, deixando desenhos e aquarelas em diferentes estágios de acabamento — uma interpretação profundamente pessoal do poema de Dante, na qual admiração, divergência filosófica e visão artística se encontram.
Este volume reproduz integralmente o conjunto de ilustrações de William Blake para A divina comédia e o coloca em diálogo com textos de W. B. Yeats, um dos primeiros grandes intérpretes da obra do artista inglês. Yeats dedicou anos ao estudo de Blake, encontrando nele a afinidade conceitual que se tornaria uma das marcas de seus escritos: a arte deve revelar uma realidade que existe para além do mundo visível.
O ensaio central do livro é "Sobre as ilustrações de Blake para A divina comédia", em que Yeats acompanha a formação artística de Blake, examina suas ideias sobre arte e imaginação e contrapõe as visões de mundo de Blake e Dante. Blake discordava de alguns aspectos essenciais da filosofia dantesca — talvez justamente por isso tenha criado algumas das imagens que Yeats considerava entre as maiores realizações de sua arte.
"Blake, o artista" é um ensaio proveniente do material sobre Blake produzido em três volumes por W. B. Yeats e Edwin J. Ellis. O texto examina as concepções artísticas de Blake, seu conflito com a estética dominante de sua época e a relação entre técnica, visão e imaginação — elementos fundamentais para compreender por que Blake ocupa um lugar tão singular na história da arte.
Completam o volume os ensaios "William Blake", "William Blake e a imaginação" e "Simbolismo na pintura". Em conjunto, eles permitem acompanhar a interpretação de Yeats desde a obra e o pensamento de Blake até as reflexões sobre o que transforma uma imagem em símbolo. Para Yeats, Blake era um artista para quem formas, gestos, cores e figuras podiam tornar visível aquilo que a linguagem racional não alcançava.
A edição também conta com ilustrações de outras obras fundamentais de Blake, entre elas Vala, ou Os Quatro Zoas, Pensamentos noturnos, de Edward Young, os ciclos dedicados a Milton — Paraíso perdido, Paraíso reconquistado e Comus —, O túmulo, de Robert Blair, as Bucólicas, de Virgílio, na edição de Robert John Thornton, O Primeiro Livro de Urizen e, especialmente, as Ilustrações do Livro de Jó, ciclo que Yeats coloca ao lado da Divina comédia entre as grandes realizações dos últimos anos de Blake.
SOBRE A AUTORIA
William Butler Yeats (Dublin, 1865 – Roquebrune-Cap-Martin, 1939) foi poeta, dramaturgo e ensaísta irlandês, figura central do renascimento literário da Irlanda e um dos fundadores do Abbey Theatre. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1923. Ocultista e membro da Ordem Hermética da Golden Dawn, dedicou parte significativa de sua obra crítica ao estudo do simbolismo, da magia e da imaginação. Com Edwin J. Ellis, organizou e comentou em três volumes as obras de William Blake, publicadas em 1893, trabalho que marcou decisivamente a recepção moderna do artista.
William Blake (Londres, 1757 – 1827) foi poeta, pintor e gravador. Desenvolveu um método próprio de impressão iluminada, no qual texto e imagem eram compostos conjuntamente, e por meio dele publicou obras como Canções da inocência e da experiência, O casamento do Céu e do Inferno e os chamados livros proféticos. Trabalhou como ilustrador e gravador ao longo de toda a vida, produzindo ciclos de imagens para a Bíblia, para Milton, Young, Blair, Virgílio e Dante. Praticamente ignorado em seu tempo, tornou-se uma das referências fundamentais da arte e da poesia visionária.
SOBRE A ORGANIZAÇÃO E A TRADUÇÃO
Rogério Bettoni atua profissionalmente como tradutor, editor, ensaísta e professor, dedicando-se há mais de duas décadas à área editorial. Formado em Filosofia pela UFSJ, pós-graduado em Tradução pela UFMG e hoje cursando MBA em Publishing, fez do amor pelos livros seu projeto de vida. Em 2020, fundou a Oficina Palimpsestus, editora independente voltada para a publicação de estudos do ocultismo, filosofia, crítica e literatura. Já trabalhou como professor de Filosofia e Artes Visuais para adolescentes, DJ de música eletrônica e ghostwriter. Formou-se como instrutor de kundalini yoga em 2014 e até hoje instrui as pessoas a se reconectarem com aquilo que são. Recebeu o Prêmio Paulo Rónai, da Biblioteca Nacional, pela tradução de Jaqueta Branca, de Herman Melville. Acredita que definir a si próprio é uma questão de tradução.
FICHA TÉCNICA
Páginas: 192
Formato: 27 x 23 cm
Impressão: colorido
Acabamento: Brochura
SOBRE MAGIA DE W. B. Yates
(chapbook - bônus para as 50 primeiras pessoas que adquirirem na pré-venda)
Escrito no fim de 1900, quando W. B. Yeats estava envolvido com a Hermetic Order of the Golden Dawn, o ensaio “Magia” reúne algumas das ideias centrais de sua concepção de símbolo, imaginação e experiência espiritual. É nesse texto que vemos Yeats afirmar que as fronteiras entre as mentes humanas não são absolutas, que as memórias individuais participam de uma espécie de memória maior ou coletiva e que os símbolos podem funcionar como meios de acesso a essa dimensão compartilhada da experiência.
“Magia” é um texto fundamental para compreender a estética de Yeats e sua visão da criação artística. Para ele, poesia, pintura, música e práticas mágicas são indissociáveis e ocupam o mesmo campo simbólico, capaz de revelar aspectos da realidade que escapam à razão. Por isso, o ensaio se tornou uma referência importante nos estudos sobre Yeats, simbolismo, esoterismo ocidental e modernismo, e costuma ser comparado pela crítica a conceitos que posteriormente ganhariam formulação psicológica em autores como C. G. Jung, como a ideia de uma dimensão coletiva da psique e do papel dos símbolos como mediadores dessa experiência.
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